Foto: Pablo Porciúncula / AFP
A Zona da Mata mineira enfrenta uma das maiores tragédias provocadas por chuvas dos últimos anos. Cinco corpos foram localizados na madrugada desta quarta-feira (25), elevando para 36 o número de mortes — sendo 30 em Juiz de Fora e seis em Ubá.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, ainda há 33 pessoas desaparecidas, sendo 31 em Juiz de Fora e duas em Ubá. As equipes atuam em nove frentes de trabalho, com apoio de cães farejadores e máquinas pesadas para retirada de terra e escombros. O risco de novos deslizamentos mantém o alerta máximo nas áreas atingidas.
As chuvas intensas provocaram alagamentos, soterramentos e o transbordamento do Rio Paraibuna. Somente em fevereiro, Juiz de Fora registrou 584 milímetros de chuva — o maior volume já contabilizado para o mês. Diante da situação, o município decretou estado de calamidade pública.
A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou a liberação dos corpos às famílias. Entre as vítimas estão crianças, adolescentes, adultos e idosos, com idades entre 2 e 77 anos. As mortes ocorreram em decorrência de soterramentos.Foto: André Cruz / Digital MG.
💰 Reforço na saúde
Em resposta à tragédia, o Governo de Minas Gerais anunciou a destinação de R$ 48,2 milhões para reforçar a assistência à saúde na região, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Do total, cerca de R$ 38,8 milhões serão destinados a Juiz de Fora, R$ 8,3 milhões para Ubá e R$ 566 mil para Matias Barbosa. Os recursos incluem custeio hospitalar, antecipação de repasses da Atenção Primária, apoio emergencial e reforço no fornecimento de medicamentos.
Também foram enviados 10 mil frascos de hipoclorito de sódio para Juiz de Fora e 7,5 mil para Ubá, além de 10 mil doses da vacina contra Hepatite A para Juiz de Fora e 5 mil para Ubá.
Os hospitais regionais que integram a rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais ativaram plano de contingência para ampliar internações e manter cirurgias. A Fundação Hemominas reforça o pedido para doação de sangue.
O Governo do Estado segue monitorando a situação junto à Defesa Civil, forças de segurança e prefeituras, podendo adotar novas medidas conforme a evolução do cenário.