Novidades

10/08/2026 - Agosto Branco: Especialista de Araxá alerta para riscos do cigarro eletrônico e do cigarro de palha

Durante o Agosto Branco, médica chama atenção para os riscos do tabagismo e desmistifica a ideia de que o vape e o cigarro de palha são menos prejudiciais. Foto: Caio César/Portal Imbiara/ Ediç�

A campanha Agosto Branco, voltada à conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer de pulmão, também chama a atenção para os riscos associados ao consumo de diferentes produtos derivados do tabaco. Em entrevista à Rádio Imbiara, a cirurgiã torácica Dra. Raíssa Barbieri Pascoal alertou que tanto o cigarro eletrônico quanto o cigarro de palha podem provocar danos à saúde e não devem ser considerados alternativas seguras ao cigarro convencional.

Segundo a médica, o cigarro eletrônico, conhecido popularmente como vape ou pod, foi inicialmente desenvolvido com a proposta de auxiliar fumantes na tentativa de abandonar o cigarro convencional. No entanto, o produto também passou a ser utilizado por pessoas que nunca haviam fumado, tornando-se, em muitos casos, uma porta de entrada para o tabagismo.

A especialista destacou que já existem evidências de problemas graves relacionados ao uso dos dispositivos eletrônicos. Entre eles está a EVALI, uma doença pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico. Além dos danos ao sistema respiratório, o consumo também está relacionado a riscos cardiovasculares e circulatórios.

Outro fator de preocupação apontado pela médica é a atratividade dos cigarros eletrônicos entre os jovens. Sabores, aromas, formatos e diferentes modelos dos dispositivos podem contribuir para a iniciação ao consumo e para a manutenção do hábito. Raíssa explicou ainda que os líquidos utilizados nos aparelhos podem conter diferentes substâncias e que o processo de vaporização pode provocar danos ao sistema respiratório.

Durante a entrevista, a cirurgiã torácica também desmistificou a ideia de que o cigarro de palha, conhecido como paieiro ou paiol, seria uma opção mais natural e menos prejudicial à saúde. Segundo ela, a ausência de filtro aumenta a exposição do fumante às substâncias tóxicas presentes na fumaça.

Raíssa Barbieri Pascoal explicou que, para fins de avaliação da carga tabágica, um cigarro de palha pode corresponder aproximadamente ao consumo de três ou quatro cigarros convencionais. A médica ressaltou que o fato de o produto ser artesanal ou ter uma aparência considerada mais natural não significa que ele ofereça menos riscos.

A especialista reforçou que tanto o cigarro eletrônico quanto o cigarro de palha devem ser encarados como formas de tabagismo que podem causar prejuízos à saúde, principalmente quando o consumo ocorre de maneira contínua ao longo dos anos. Dentro da proposta do Agosto Branco, a orientação é ampliar a informação sobre os riscos do tabagismo e incentivar a prevenção, especialmente entre crianças, adolescentes e pessoas que ainda não iniciaram o consumo.